A
suplementação de magnésio tem ganhado destaque por causa da importância do
mineral para diversas funções do organismo. Muito embora o consumo seja
essencial para o bem-estar, a suplementação só é indicada em quadros de
deficiência.
Para te
orientar sobre a importância do magnésio, quando a suplementação é indicada e
quais são os sinais de deficiência entrevistamos a nutricionista Alessandra
Galli.
Entenda a
seguir em quais casos a suplementação pode ajudar, saiba mais sobre os tipos de
magnésio e se ele pode ser consumido com outros suplementos ou remédios.
QUAL É A IMPORTÂNCIA DO MAGNÉSIO PARA O ORGANISMO?
A
nutricionista Alessandra explica que o magnésio é um mineral essencial e
cofator de inúmeras reações enzimáticas no organismo. Ou seja, ele participa da
produção de energia celular, da síntese de proteínas, da contração e do
relaxamento muscular, da transmissão dos impulsos nervosos e da manutenção do
ritmo cardíaco.
O que revela
a importância de manter o consumo regular de magnésio através do consumo de alimentos ricos em vitaminas e minerais.
Visando que o organismo tenha equilíbrio nutricional para todas as atividades
desempenhadas no dia a dia.
QUANDO A SUPLEMENTAÇÃO DE MAGNÉSIO PODE SER INDICADA?
Quando há
deficiência confirmada, ingestão insuficiente ou situações em que há maior
perda do mineral ou menor absorção através da alimentação. Por isso, o
profissional consultado faz uma avaliação de alimentação, sintomas e histórico
do paciente.
De modo que,
possa prescrever a suplementação de forma totalmente individualizada,
garantindo uma intervenção eficaz para proporcionar bem-estar.
Geralmente a
suplementação de magnésio é prescrita para idosos e pessoas com doenças
gastrointestinais, diarreia crônica, diabetes descompensada ou uso prolongado
de medicamentos como diuréticos.
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Leia também: Suplementação de vitaminas: é saudável ou faz mal?
QUAIS SINAIS PODEM ESTAR RELACIONADOS À FALTA DE MAGNÉSIO?
O paciente
pode apresentar fadiga, fraqueza, cãibra, tremores, espasmos musculares,
formigamentos e irritabilidade neuromuscular. Todavia, são sinais
inespecíficos, que podem se manifestar por outras deficiências ou até mesmo por
algumas doenças.
O que reforça
a importância de consultar um profissional de saúde que fará um diagnóstico
preciso observando outros indicadores além dos sintomas relatados. Dessa forma,
o diagnóstico se torna mais preciso, evitando que seja iniciada uma
suplementação que não trará solução para o quadro apresentado.
DÁ PARA OBTER MAGNÉSIO PELA ALIMENTAÇÃO?
Sim, através
de uma alimentação equilibrada que inclui leguminosas, castanhas, sementes e
vegetais verde-escuros há ingestão natural de magnésio.
Por isso, a
suplementação entra como uma exceção e não como uma regra. O ideal é que a
alimentação seja a fonte primária de nutrientes para o corpo.
Consumindo
uma alimentação saudável, nutritiva e equilibrada há absorção de vitaminas essenciais para o corpo e não apenas
os minerais. Portanto, o mais indicado é buscar montar pratos coloridos e
refeições nutritivas ao longo de todo o dia.
Para quem
deseja incluir mais fontes de magnésio na alimentação vale a pena consumir
feijão, grão de bico, couve, espinafre, ervilha, vagem, lentilha, linhaça, chia
e cacau, por exemplo.
EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE MAGNÉSIO EM SUPLEMENTOS?
Sim, o
magnésio em suplementos pode ser citrato, cloreto, bisglicinato, dimalato,
óxido ou treonato. Os tipos diferem entre si na solubilidade e na
biodisponibilidade.
As formas
orgânicas, como citrato, lactato e cloreto, tendem a apresentar melhor absorção
do que algumas formas inorgânicas.
Por isso, a
escolha do melhor suplemento deve ser feita com acompanhamento, de acordo com o
objetivo de cada paciente e tolerância intestinal.
EM QUAIS CASOS O MAGNÉSIO PODE AJUDAR?
Sempre que
houver ingestão inadequada ou deficiência a suplementação de magnésio irá
ajudar. Em muitos casos, a suplementação é iniciada quando o paciente relata
cãibras, tensão muscular e fraqueza constante, além de apresentar outros
sintomas.
Dessa forma,
o profissional de saúde evita que a deficiência do mineral progrida para um
quadro mais grave. Todavia, é importante perceber que sono ruim, fadiga e
cãibras têm múltiplas causas, então somente a suplementação pode não ser
suficiente se o quadro geral não for bem avaliado.
Passando por
uma consulta com nutricionista ou um médico é possível identificar o que causa
os sintomas incômodos para que as melhores condutas sejam adotadas.
QUAIS SÃO OS RISCOS DE SUPLEMENTAR SEM ORIENTAÇÃO?
Suplementar
magnésio sem orientação pode causar diarreia, cólicas e náuseas. Em pessoas com
comprometimento renal pode causar um quadro de hipermagnesemia, com queda de
pressão, fraqueza, sonolência e alterações cardíacas.
Além disso, a
suplementação pode dificultar que o paciente encontre a verdadeira causa dos
sintomas que vem apresentando.
QUEM PRECISA TER MAIS CUIDADO COM A SUPLEMENTAÇÃO?
Pessoas com
doença renal, idosos e gestantes só devem fazer suplementação com orientação
individualizada. Seja uma prescrição de nutricionista ou médico.
MAGNÉSIO PODE INTERAGIR COM REMÉDIOS E OUTROS SUPLEMENTOS?
O magnésio
pode interagir com medicamentos para tireoide, pode dificultar a absorção de
ferro e cálcio e pode ser alterado quando consumido com diuréticos e inibidores
da bomba de prótons.
Por isso, o horário
de uso, dose e associação de medicamentos deve ser orientado por um
especialista.
O QUE CONSIDERAR ANTES DE COMEÇAR A SUPLEMENTAR?
Avalie a
alimentação, sintomas e histórico de saúde. Busque orientação profissional para
a dose, tipo e necessidade real de suplementação de magnésio. Não compre o
suplemento somente pela propaganda!
A saúde é
diretamente afetada pelo que se come e também pela suplementação adotada.
Aproveite também o nosso conteúdo sobre alimentação saudável.