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A relação entre a mudança nos estereótipos masculinos e o bem-estar do homem

Saúde Emocional

A relação entre a mudança nos estereótipos masculinos e o bem-estar do homem

Ao longo dos anos, estudos consistentes, como o apresentado pelo crítico político Walter Lippmann em seu livro "Opinião Pública", vêm demonstrando que muitos dos comportamentos dos seres humanos são baseados em regras sociais, pautadas, usualmente, em estereótipos de gênero.

Isso significa que a maneira como agimos frente a diversas situações é construída a partir de nosso referencial sobre qual é a função a ser desempenhada por homens e mulheres em uma sociedade.

Neste artigo, vamos mostrar como algumas mudanças nos padrões sociais masculinos favorecem a quebra de paradigmas e colaboram para a melhoria nas relações humanas. Acompanhe!

O que são os estereótipos de gênero?

Os estereótipos de gênero podem ser definidos como características e condutas padronizadas que são esperadas e atribuídas às pessoas, de acordo com o seu sexo — feminino ou masculino. Ou seja, são as normas socioculturais estabelecidas para os homens e para as mulheres, desde o seu nascimento.

A grande questão a ser considerada nessa definição de papéis é que homens e mulheres, de fato, não são iguais, porque os seres humanos, de forma geral, não o são. Aliás, é positivo que as pessoas se comportem de diversas maneiras e que reflitam a sua própria natureza enquanto indivíduos.

Portanto, a constatação de que existem aspectos divergentes e que são inerentes ao grupo masculino e ao feminino — tanto na fisiologia, quanto na percepção e em outros pontos — não configura uma relação de inferioridade entre um e outro, mas, sim, a pluralidade entre a espécie humana.

Nesse sentido, os homens têm questionado cada vez mais a liberdade cerceada que esses papéis impõem à sua vida, pois, a todo momento, precisam vigiar seu comportamento e emoções.

Esse controle tem por objetivo garantir que se portem como "representantes masculinos", que acabam por transformar atitudes sexistas — baseadas em preconceitos por conta de gênero e sexo — em posturas legítimas e aceitáveis culturalmente.

Quais estereótipos masculinos têm se alterado?

Como vimos anteriormente, alguns homens têm se permitido questionar o que suas ações representam no mundo e experimentar a masculinidade de formas mais positivas — sem que, para isso, tenham que abrir mão de suas características masculinas.

Nesse sentido, confira abaixo algumas situações em que os estereótipos masculinos estão sendo deixados de lado:

  • Escolha de profissões: antes, profissões relacionadas ao cuidado, ao ensino e a noções estéticas eram delegadas predominantemente às mulheres. Hoje, há um crescente número de homens inseridos nessas áreas, o que indica uma grande mudança;
  • Cores e estilos de roupa: a escolha de modelos e cores de roupas ganhou um olhar que prioriza as características e gostos de cada um, mesmo que vá contra aos ideais de estilo masculinos, praticados anteriormente;
  • Resposta às expectativas: o agir do homem tem se tornado mais pautado no que pensa verdadeiramente e no que reflete sua própria individualidade, e não apenas nas expectativas do senso comum;
  • Expressão de emoções e sentimentos: aos homens não era permitido externar suas emoções, mas, hoje, a população masculina é mais livre para se expressar;
  • Cuidados parentais: os pais da taualidade podem participar de forma ativa e demonstrar livremente sua habilidade e interesse na relação com seus filhos, sem medo de julgamentos;
  • Cuidados com a saúde: a questão do autocuidado, que sempre esteve atrelada à ideia de fragilidade para os homens — e que, por muitas vezes, contribuiu para a maior incidência de algumas doenças na população masculina — vem se alterando positivamente, uma vez que essa percepção equivocada de vulnerabilidade masculina está perdendo força.

Enfim, não são os estereótipos que devem determinar como uma pessoa — seja homem ou mulher — pode se portar ou se expressar, mas, sim, a maneira como cada um enxerga e sente o mundo, e a partir de que perspectiva quer construir a sua própria trajetória.

Dessa forma, a livre expressão de si mesmo vai ao encontro de novas maneiras de existir, leves e diversificadas, sem a necessidade de atender à expectativas estipuladas, que não têm razão de ser em nossa sociedade.

Conteúdo revisado pela equipe de Medicina Preventiva da Unimed Campinas. 

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