Notar qualquer alteração no corpo do
bebê, como um inchaço ou uma pequena saliência sob a pele, ativa imediatamente
o instinto de proteção. Se você ouviu o termo linfangioma recentemente e está
buscando respostas, o primeiro passo é respirar fundo.
Embora o nome pareça complicado,
estamos falando de uma condição benigna. Ela não é câncer. Trata-se de uma
malformação no sistema linfático, muitas vezes visível ainda durante as
ultrassonografias ou logo ao nascer. Para te ajudar a entender sem termos
difíceis, preparamos este artigo. Boa leitura!
O QUE É LINFANGIOMA?
Imagine que o sistema linfático é
uma rede de drenagem do corpo. Quando ocorre uma falha nessa rede durante a
formação, o líquido acumula e cria cistos.
Essas lesões podem surgir em
qualquer lugar, mas são muito mais comuns na região da cabeça e do pescoço. A
boa notícia? Elas crescem lentamente e não se espalham para outros órgãos.
Muitas vezes, são identificadas em ultrassonografia durante o pré-natal ou nos primeiros exames para recém-nascidos, realizados ainda
na maternidade.
QUAIS SÃO AS CAUSAS DO
LINFANGIOMA?
A origem é congênita. Ou seja,
acontece enquanto o bebê ainda está se desenvolvendo no útero. Parte dos vasos
linfáticos não se conecta corretamente ao sistema venoso, gerando a obstrução.
Não é culpa de nada que os pais fizeram ou deixaram de fazer, é uma ocorrência
aleatória dos tecidos.
TIPOS DE LINFANGIOMA
A classificação médica divide as
lesões pelo tamanho dos vasos e profundidade:
● simples,
formados por vasos pequenos, parecem bolhas na pele;
● cavernoso,
envolve vasos dilatados em camadas mais profundas, causando inchaços maiores;
●
cístico, grandes bolsas de fluido (higroma),
detectáveis inclusive no exame de translucência nucal.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO
Geralmente, o diagnóstico é clínico:
o médico observa e apalpa a região durante a consulta de rotina. O pediatra
avalia a textura e a sensibilidade da lesão.
Para confirmar a extensão exata,
exames de imagem são fundamentais. A ultrassonografia é a mais comum, mas
ressonância magnética e tomografia também ajudam a mapear a área antes de
definir a conduta.
QUAIS SÃO AS OPÇÕES DE TRATAMENTO
PARA LINFANGIOMA?
Nem sempre a cirurgia é a primeira
opção. Se a lesão for pequena e não atrapalhar funções vitais (como respirar ou
engolir), o médico pode indicar apenas acompanhamento e cuidados básicos.
Quando é preciso intervir, o
tratamento para linfangioma varia:
● escleroterapia,
injeção de substância que faz o cisto murchar;
● cirurgia,
remoção completa dos cistos;
●
laser, para lesões superficiais.
LINFANGIOMA TEM CURA?
Essa é a principal dúvida. Sim,
linfangioma tem cura e o prognóstico é excelente. A grande maioria das crianças
leva uma vida normal após o tratamento. Como existe chance de recidiva (o cisto
voltar), o acompanhamento médico a longo prazo é essencial para garantir que
tudo continue bem.
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