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Relacionar-se

Publicado 19/10/2021

Você já parou para refletir sobre a profundidade desta palavra? Na verdade, desta ação? O ser humano é, por natureza, um ser relacional que vive em sociedade e sente a necessidade dessa interação, seja com o mundo ou consigo mesmo, de forma positiva ou negativa. Dentro desse contexto, como você tem percebido as suas relações?

Pare por alguns minutos e relembre a sua trajetória, analisando os fatos vividos que ajudaram você a construir a sua realidade nos dias de hoje. Tudo estará intimamente interligado, relacionando-se com as experiências que já estabeleceu com o mundo, consigo e com o outro.

Relacionar-se implica em estar para o outro, compreendê-lo, seja através da escuta, da presença ou de um simples olhar, em casa, na família, em um relacionamento amoroso e até mesmo no trabalho. Para tanto, é necessário estar inteiro e conectado a si!

Essa convivência ou interações se estabelecem desde a gestação, onde, por exemplo, a mãe aguarda ansiosamente os primeiros movimentos do seu bebê. Desta forma, iniciam-se os primeiros laços afetivos que reforçam a importância da construção saudável dessas relações, desde a primeira infância. Nesse ponto, vale o destaque para o papel de quem cuida e de quem é cuidado.

Relações fortes e estáveis estruturam-se e se organizam a partir da afetividade, ou seja, do carinho, do amor, dos gestos e das falas que acolhem e respeitam, que incentivam e estimulam e, principalmente, que protegem. Assim, cria-se um alicerce para uma personalidade segura, estável, capaz de amar e estar para outro.

Veja bem, fala-se aqui da base, correto? Ao longo da vida, momentos difíceis irão surgir e podem causar sofrimento, instabilidade e insegurança. Porém, com uma estrutura forte, a pessoa conseguirá refletir, pedir ajuda, se permitirá sentir, sofrer e, por fim, recalcular a rota para buscar novo equilíbrio e paz.

Mas, e quem não teve uma base saudável, será incapaz de construir relacionamentos saudáveis? Pode-se dizer que essa pessoa terá um pouco mais de dificuldade, mas que se reconhecer (saber de suas necessidades, princípios e limites) e se valorizar, enquanto ser humano que merece ser feliz, ela conseguirá sim. Agora, reconhecer que não se cuida ou está sofrendo sem conseguir se reestabelecer, ela deverá procurar ajuda. Afinal, todos merecem a denominada “felicidade”.

Responsáveis Técnicos
Flávia Pozzolini Faria de Queiroz – CRP 06/61967
Sabrina Costa da Fonte – CRP 06/73610
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