Você já ouviu falar em deficiências invisíveis? Embora o termo possa parecer novo, ele representa a realidade de milhões de pessoas. São condições de saúde que não possuem sinais físicos aparentes, mas que impactam significativamente a vida diária. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com alguma deficiência, e uma parcela expressiva delas não é visível aos olhos de todos, o que torna a conscientização um passo fundamental para a inclusão.
QUAIS SÃO OS TIPOS DE DEFICIÊNCIAS INVISÍVEIS (OU OCULTAS)?
As deficiências ocultas abrangem uma vasta gama de condições de saúde. Elas podem ser neurológicas, cognitivas ou crônicas. Conheça alguns exemplos:
transtornos mentais: depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático são alguns exemplos;
condições neurológicas: como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e dificuldades de aprendizagem;
doenças crônicas: fibromialgia, lúpus, doença de Crohn e diabetes;
deficiências sensoriais: como a surdez (em alguns casos) e a baixa visão.
QUAL É O SÍMBOLO DAS DEFICIÊNCIAS INVISÍVEIS?
O símbolo internacionalmente reconhecido para as deficiências invisíveis é o cordão de girassol. O uso do acessório indica, de forma discreta, que a pessoa pode precisar de suporte, compreensão ou um pouco mais de tempo para realizar certas tarefas.
DEFICIÊNCIAS INVISÍVEIS E SÍNDROMES INVISÍVEIS: TÊM DIFERENÇAS?
Sim, há uma diferença sutil. O termo "deficiência" geralmente se refere a uma limitação funcional de longo prazo, enquanto "síndrome" é um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem juntos e caracterizam uma condição médica específica, que pode ou não resultar em uma deficiência.
ACESSIBILIDADE E INCLUSÃO DAS DEFICIÊNCIAS INVISÍVEIS: POR QUE É IMPORTANTE A CONSCIENTIZAÇÃO?
A conscientização sobre as deficiências invisíveis é o pilar para uma sociedade mais inclusiva e empática.
A falta de sinais visíveis muitas vezes leva a julgamentos equivocados, invalidação e preconceito, um comportamento que pode ser conhecido também como capacitismo.
Quando a sociedade compreende os desafios que essas condições impõem — como dores crônicas, dificuldades de concentração ou sensibilidade a estímulos —, torna-se mais fácil criar ambientes acessíveis e oferecer o suporte necessário, seja no trabalho, na escola ou em espaços públicos.
Promover o diálogo sobre as deficiências invisíveis ajuda a quebrar barreiras e garante que todos tenham seus direitos e sua dignidade respeitados.
Além disso, compreender os sinais e os sintomas dessas condições é fundamental para garantir mais qualidade de vida e bem-estar ao paciente, família e pessoas que o cercam. Por isso, buscar ajuda especializada o quanto antes faz toda a diferença. Entenda agora a importância do diagnóstico precoce.