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Inteligência emocional e saúde mental: entenda como se relacionam

Saúde Emocional

Inteligência emocional e saúde mental: entenda como se relacionam

A contemporaneidade trouxe consigo dilemas mundiais que alcançaram proporções nunca antes imaginadas. Com alta adesão à tecnologia, as novas configurações de trabalho e as obrigações e responsabilidades inerentes à vida moderna, a inteligência emocional nunca foi tão fundamental para os seres humanos.

Nesse sentido, muitas pessoas têm dificuldade em conciliar todas as áreas da vida sem que a sua saúde física e mental sejam impactadas. E, nesse sentido, lançar mão de ferramentas internas que ajudem nessa autogestão pode contribuir para que complicações em condições de saúde sejam evitadas, ou menores.

Pensando nisso, preparamos este artigo sobre saúde e inteligência emocional, com o propósito de apresentar a você quais mecanismos internos estão envolvidos nesse processo e o que eles podem fazer pela sua saúde! Acompanhe!

O que é inteligência emocional?

O conceito de inteligência emocional é difundido na psicologia como a habilidade de reconhecer e gerenciar as próprias emoções, e também a capacidade de identificar e saber lidar com as emoções dos outros. Isso significa que, além de perceber quais são os sentimentos e sensações que surgem nas situações mais diversas do cotidiano, é importante também saber o que fazer diante delas.

Para exemplificar, não basta perceber que a maneira como uma pessoa se dirige a você lhe causa ansiedade: o ideal é encontrar uma alternativa de ação, nessa circunstância, que lhe permita controlar pensamentos e atitudes explosivas ou disfuncionais. Para tanto, é necessário desenvolver habilidades individuais que favoreçam esse repertório de comportamentos.

Em uma analogia simples, apesar de ter em mente todos os comandos e o conhecimento teórico para dirigir um carro, é preciso colocar em prática todo que foi estudado, para então treinar, errar, enfrentar as dificuldades e finalmente acertar.

Quais os desafios de quem não tem inteligência emocional?

Todos temos um mundo interno repleto de sensações, pensamentos e emoções. Entretanto, saber lidar com todo esse universo é uma tarefa árdua, que, se for negligenciada, pode ocasionar prejuízos à saúde mental. Esses danos podem se manifestar por meio de sintomas de ansiedade, estresse, esgotamento mental outras condições.

Os seres humanos são seres sociais, que precisam estar em contato com outros pares da mesma espécie para sua construção individual, e para reconhecer, por meio do outro, possibilidades de autodesenvolvimento. É certo afirmar, então, que nossas relações contribuem para uma compreensão mais ampla de quem somos, de nossos limites, de nossas tolerâncias e até mesmo de nossas memórias afetivas.

Quando não existe nenhuma ferramenta reguladora desses conflitos internos e externos, é como se qualquer mudança cotidiana, ou a incidência de divergências nas interações, ou ainda alguma situação inesperada, pudesse se transformar em problemas indissolúveis e com grande capacidade de desestabilizar o organismo.

Portanto, a inteligência emocional é esse mecanismo interno que faz a regulação entre o que sentimos e pensamos para o que, de fato, podemos fazer nas eventuais ocorrências de situações conflitantes, ou inesperadas, do dia a dia.

Quais os benefícios de desenvolvê-la?

Uma pessoa que é capaz de gerir suas emoções e identificar seus pontos limítrofes antes de chegar a um nível de esgotamento mental, por exemplo, consegue lidar melhor com as intercorrências que podem surgir pelo caminho e cria meios de aliviar essas situações, por mais que sejam complexas.

A vida humana não faz um trajeto linear. Ou seja, os eventos diários não são sempre os mesmos e é inevitável que, em algum dado momento, surjam questões desafiadoras, que demandem atenção e cuidados redobrados da nossa parte.

Por isso, estar preparado para as adversidades faz toda diferença na maneira como as situações são conduzidas. A tendência é que nossa resposta emocional seja mais rápida do que nosso pensamento racional, o que pode resultar em reações intempestivas frente a circunstâncias incomuns ou indesejadas.

Com a inteligência emocional desenvolvida, é possível estabelecer um ciclo de resposta que seja mais adequado, mais funcional. Isso significa que, quando surgirem eventos estressores, inéditos ou que causem algum tipo de tensão, a forma de reação será mais ajustada e proporcional à situação.

No ambiente ocupacional, as pessoas que são consideradas inteligentes emocionalmente possuem habilidades que permitem uma comunicação muito mais fluída e resolutiva com sua equipe de trabalho, tanto em posições de liderança quanto em funções subordinadas.

Apesar dos efeitos positivos da inteligência emocional estarem mais presentes quando falamos de situações laborais, os relacionamentos familiares, afetivos e de amizades também saem muito beneficiados quando estão pautados em conceitos de autogestão emocional. Isso porque os envolvidos, normalmente, preocupam-se em avaliar suas ações e reações e adaptá-las, de acordo com cada demanda que aparece.

Como desenvolver inteligência emocional?

Existem algumas boas práticas que favorecem o desenvolvimento da inteligência emocional e também a evolução pessoal, de uma maneira geral. Veja, abaixo, algumas dessas condutas que podem estimular o processo rumo a autogestão eficaz das emoções!

Autoconhecimento

O ponto principal de toda mudança interna é o autoconhecimento. Isso porque não há como identificar o que lhe faz bem, ou o que se apresenta como fator estressante, ou ainda quais são as questões que iniciam reações emocionais desproporcionais em você, sem realizar um "mergulho" interno.

Portanto, é preciso compreender a fundo como é que funciona a sua dinâmica pessoal, com base em que princípios e referenciais ela foi construída e a partir de quais memórias e heranças familiares e/ou relacionais.

Para isso, as práticas meditativas costumam funcionar muito bem, na medida em que facilitam o processo de autoanálise e ainda favorecem o autocuidado e a manutenção da saúde mental. Além disso, outra alternativa interessante é buscar auxílio terapêutico, por meio do qual um profissional habilitado o ajudará a encontrar caminhos para você compreender suas dificuldades mais profundas e lidar com elas.

Conhecimento externo

Depois de entender como funcionam suas próprias emoções, é importante estar a par do que elas representam, de fato, no seu dia a dia. Ou seja: como um comportamento ansioso pode impactar a produtividade? Como uma característica impulsiva pode culminar em relações conflituosas? E, por fim: o que representam os aspectos emocionais que você identificou e como eles impactam o seu cotidiano?

Existem muitas informações interessantes e de qualidade acerca das emoções, de como elas surgem e de nos afetam. São livros de autoridades na área, filmes, documentários, séries, estudos e pesquisas acadêmicas, entre outras fontes que podem ajudar nessa aquisição de conhecimento.

Automotivação

Na busca por desenvolver a inteligência emocional, é essencial conhecer quais são os principais pontos que o incentivam, para acioná-los nos momentos em que se fizerem necessários. A habilidade da automotivação é importante para seguir adiante, mesmo que surjam desafios.

Isso porque, nas situações limítrofes, que colocam em evidência a capacidade de lidar com conflitos, é imprescindível contar com estímulos mentais que tragam o equilíbrio das emoções. Assim, quando houver algum obstáculo que se apresente como intransponível, os motivadores é que serão os responsáveis por reverter essa situação.

Então, vale descobrir o que o motiva: o que faz bem a você? Quais são seus objetivos e metas? Os lugares que gostaria de conhecer? Os livros que gostaria de ler? O jantar que deseja saborear ao fim de um dia de trabalho? Ou a conversa agradável com os familiares ao chegar em casa? Enfim, é preciso ter em mente aquilo que o fará seguir adiante mesmo em meio às adversidades.

Treino de controle emocional

Cada pessoa responde de uma determinada maneira frente a situações semelhantes. Por isso, identificar as próprias reações e emoções, diante dessas circunstâncias, pode ser bastante útil para definir estratégias eficazes de controle emocional.

É fato que, muitas vezes, não sabemos qual será nossa resposta mediante a determinados eventos da vida, mas é bem provável que os comportamentos já manifestados sejam recorrentes em algumas ocasiões.

Dessa forma, é importante ficar alerta para perceber qual é o padrão de comportamento que predomina em sua dinâmica pessoal, ou seja, como, geralmente, costuma ser a sua reação. Assim, ao perceber que as respostas não têm sido tão positivas, torna-se mais fácil treinar outras formas de agir mais adequadas e menos suscetíveis aos ímpetos emocionais.

Isso não significa que, para agir da maneira mais equilibrada, é preciso abrir mão das emoções. Todavia, é necessário estabelecer um equilíbrio entre ambos os aspectos — emocional e racional — e encontrar uma maneira individual de lidar com os acontecimentos.

Desenvolvimento da resiliência

Um dos modos de lidar com as adversidades e obstáculos do dia a dia é desenvolvendo a habilidade de resiliência. Ser resiliente implica usar o potencial criativo intrínseco para superar os desafios da vida e ser capaz de se adaptar em meio aos contratempos e as dificuldades.

Utilizar da resiliência pode ser uma boa opção nos treinos de controle emocional. Nesse sentido, ao notar que as respostas frente aos desafios estão sendo disfuncionais e desequilibradas, você pode refletir sobre elas e buscar maneiras positivas de lidar com essas situações, de modo que esse processo não se torne pesado, mas lhe proporcione mais tranquilidade e bem-estar

Comunicação e interação social

A comunicação e interação social são cruciais para um bom desenvolvimento da inteligência emocional. Isso porque é na relação com as outras pessoas que construímos o nosso modo de ser e os padrões de comportamento que permeiam nossa vida.

Saber comunicar e ouvir quando as coisas não estão bem, saber conversar sobre os conflitos e identificar, conjuntamente, as melhores soluções, utilizar a empatia nas relações, pensar de maneira mais objetiva antes de reagir impulsivamente. Todas essas são habilidades que podem ser trabalhadas para uma conexão harmoniosa com as pessoas, em nossa rede de relacionamentos.

Atenção à feedbacks

Nas relações, os seres humanos estão o tempo todo servindo de "espelhos" uns para os outros. Isso acontece porque a maneira como uma pessoa age conosco reflete diretamente em aspectos de nossa dinâmica pessoal. É por isso que existem as afinidades — quando uma pessoa se identifica com a maneira de ser da outra.

Nesse sentido, pode ser enriquecedor perceber e ouvir o que as pessoas têm a dizer a nosso respeito, pois, muito provavelmente, tem relação com o modo como nos apresentamos no meio social.

Por exemplo, se as pessoas sempre o procuram para contar sobre algum fato que consideram confidencial, pode ser que a imagem que você está transmitindo a elas seja de alguém confiável. Do mesmo modo, os feedbacks também podem revelar aspectos que precisam ser aprimorados.

Enfrentamentos

Enfrentar situações desafiadoras e que causam medo é a maneira ideal de exercitar o controle emocional e a resiliência. O medo é intrínseco à vida humana e é um dos sentimentos que possibilitam a sobrevivência da espécie — por medo de se colocarem em risco, os seres humanos tendem a não se expor e a cuidar da própria saúde, por exemplo —, portanto, é benéfico em algumas circunstâncias.

Porém, há uma diferença entre identificar esse sentimento e encontrar maneiras mais cautelosas de agir, ou paralisar frente aos obstáculos e desafios que surgirem. A primeira opção faz parte de um desenvolvimento saudável do ser humano.

Essas são alternativas de práticas possíveis para aprimorar as habilidades que constituem a inteligência emocional. No entanto, são apenas algumas das estratégias que existem para o manejo das adversidades.

Como vimos, a inteligência emocional está diretamente ligada à saúde mental, e para que essa área permaneça bem, é necessário enfrentar os medos, escutar as pessoas, bem como praticar o autocuidado e o autoconhecimento. Dificuldades sempre vão existir, mas não podemos permitir que elas se tornem empecilhos, afinal, nossa saúde é primordial.

Conteúdo revisado pela equipe de Medicina Preventiva da Unimed Campinas. 


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