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Hipotireoidismo: conheça 5 sintomas e como tratar

Viver com Saúde

Hipotireoidismo: conheça 5 sintomas e como tratar

Os hormônios têm grande influência na nossa vida, afetam desde o humor até nossa libido. Por isso, se estiverem em desequilíbrio, todo o organismo vai sofrer o impacto. A glândula responsável por regular esse funcionamento é a tireoide. Quando a produção hormonal está baixa ou em excesso, ela apresenta os distúrbios que conhecemos como hipotireoidismo e hipertireoidismo, respectivamente.

Se desconfia estar desenvolvendo algum deles e quer saber mais sobre o tema, continue a leitura.

O que é hipotireoidismo?

Mais comum em mulheres, o distúrbio se instala quando a tireoide produz pouco ou nenhum hormônio. Devido à ausência desses estimulantes, o organismo entra em desequilíbrio, com falhas no metabolismo que se revelam por meio de sintomas que nem sempre são percebidos ou diagnosticados corretamente, justamente por se confundirem com outras enfermidades.

A especialidade médica responsável por acompanhar pacientes com hipotireoidismo é o endocrinologista. É ela que cuida das doenças relacionadas aos hormônios e ao metabolismo. Tal acompanhamento é indispensável para assegurar que o quadro não vai evoluir para casos mais graves, como quando afeta o sistema cardiovascular.

Apesar disso, o hipotireoidismo pode ser identificado por outras especialidades, como em uma consulta de rotina com o ginecologista com com um clínico geral.

Quais são as principais causas do hipotireoidismo?

O hipotireoidismo pode ser primário ou secundário. O primeiro tem como possíveis causas:

• inflamação na glândula, chamada de tireoidite;

• falta de iodo;

• distúrbios hereditários;

• tratamento de câncer na tireoide.

Já o hipotireoidismo secundário se dá quando a hipófise, outra glândula endócrina, não secreta TSH suficiente, o que impacta na produção do hormônio T4, causando desequilíbrio na tireoide.

Quais são os sintomas do hipotireoidismo?

A desregulação hormonal evidencia sintomas que podem ser confundidos com outras doenças. Por isso, é tão importante realizar exames regularmente e ser acompanhado por especialistas, para que diagnósticos como esse sejam dados o quanto antes. Quem sofre com hipotireoidismo geralmente sente o seguinte.

Queda de cabelo

Os hormônios produzidos pela glândula têm várias responsabilidades no metabolismo, e uma delas está relacionada ao desenvolvimento do folículo piloso, as estruturas que mantêm os pelos do corpo.

Entre as fases de manutenção existe o eflúvio telógeno, quando entram em repouso e podem causar uma queda capilar intensa por algumas semanas ou meses. Esse processo também acontece no pós-parto. A diminuição dos hormônios pode acelerar a chegada dessa etapa.

Prisão de ventre

Estando os hormônios por trás do metabolismo do organismo, sendo essenciais para suas reações bioquímicas, o intestino é um dos que mais sofrem com seu desequilíbrio. As fezes levam mais tempo para se formar e para serem esvaziadas do organismo sem ajuda deles para fazer o trânsito regular.

Cansaço

Com o metabolismo em queda, a pessoa se sente indisposta, fadigada, sem ânimo ou energia para realizar suas atividades rotineiras. Por essa razão, não é incomum que o hipotireoidismo desencadeie ou seja associado a doenças que também trazem esses sinais, como a depressão e a síndrome de burnout.

Inchaço

O inchaço é mais uma consequência do metabolismo desacelerado. A comida ingerida leva mais tempo para ser digerida, o que pode levar a um aumento de peso — mesmo que o indivíduo coma pouco. Isso se mostra em várias partes do corpo, inclusive no rosto, por meio da retenção de líquido.

Diminuição da libido

Tanto nos homens como nas mulheres, os hormônios irregulares comprometem a vontade de fazer sexo. Com o tempo, inclusive, podem gerar disfunção erétil e ressecamento vaginal. Para o sexo feminino, tem outro problema: a menstruação inconstante. O hipotireoidismo influencia até no fluxo e pode interromper o ciclo por vários meses, o que também impacta em quem deseja engravidar.

Como é feito o diagnóstico?

Apesar de a doença precisar do acompanhamento de um endocrinologista, até mesmo um clínico-geral pode diagnosticá-la. , pois, para isso, basta um exame de sangue simples, que avalie os níveis de TSH, T3 e T4 livres. Além disso, o profissional deve fazer um exame físico baseado nas queixas do paciente, o que vai ajudar a compor o resultado.

Fora o hemograma, é comum que o médico receite um ultrassom da tireoide, para averiguar se existe algum nódulo na região ou mesmo a possibilidade de um câncer. Vale lembrar que nódulos nem sempre são malignos.

Se o transtorno não for descoberto cedo, existe o risco do desenvolvimento de doenças cardiovasculares devido ao aumento do colesterol ruim, o LDL. Tal processo causa obstrução das artérias e pode desencadear um infarto.

Como funciona o tratamento de hipotireoidismo?

Não há cura para o hipotireoidismo, mas seu tratamento é eficiente, embora seja recomendado por toda a vida. Todos os dias, em jejum, o paciente deve tomar um remédio para estimular a produção do hormônio deficiente. Isso vai ajudar seu metabolismo a normalizar, melhorando, consequentemente, o funcionamento do organismo como um todo.

Sem o tratamento devido, além da chance de desenvolver doenças de coração, a pessoa também compromete completamente sua qualidade de vida. Sem ânimo para trabalhar ou se dedicar ao que gosta, é provável que o quadro evolua para um estágio mais grave, como o coma mixedematoso, considerado uma emergência endocrinológica, potencialmente fatal.

Vale destacar que mulheres são mais afetadas pelo distúrbio, principalmente as que estão no puerpério ou chegando na menopausa. Contudo, isso não significa que outras pessoas não sejam vítimas. Homens, idosos e até mesmo crianças podem nascer com isso, o chamado hipotireoidismo congênito.

Ainda que não exista uma forma específica de prevenir, alguns nutricionistas recomendam o consumo moderado de glúten e lactose, associados a uma dieta anti-inflamatória, rica em verduras, legumes, frutas e boas fontes de gordura. Fora a alimentação, praticar uma atividade física e cuidar da saúde mental, equilibrando o estresse no dia a dia, são meios de afastar o distúrbio (não somente esse, mas tantos outros).

Por fim, se tiver recebido esse diagnóstico, não se preocupe! Seguir as recomendações médicas e não se automedicar são dicas essenciais e suficientes para manter a qualidade de vida.

O lúpus é uma doença autoimune, assim como o hipotireoidismo sobre o qual falamos aqui. Vale entender mais a respeito? 

Conteúdo revisado pelo Conselho Técnico da Unimed Campinas. 


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