A queda de pressão pode acontecer de
forma repentina e causar sintomas como tontura, fraqueza, visão escurecida,
suor frio e sensação de desmaio. Embora muitas vezes seja passageira, essa
alteração no fluxo sanguíneo merece atenção, principalmente quando os episódios
são frequentes ou vêm acompanhados de outros sinais de alerta.
Para esclarecer as principais
dúvidas sobre o tema, a Unimed Campinas conversou com a enfermeira Marina
Germani, que explica como o organismo reage durante uma crise, quais sintomas
observar e quando é importante buscar atendimento médico.
Ao longo deste artigo, você vai
entender o que pode causar a queda de pressão, como identificar os sinais do
corpo e quais cuidados ajudam a agir com mais segurança diante desse tipo de
situação.
O QUE É A QUEDA DE PRESSÃO E O QUE ACONTECE NO ORGANISMO?
A hipotensão
arterial ocorre quando os valores da aferição marcam níveis inferiores a 90x60
mmHg, o popular nove por seis. Conforme explica Marina Germani, nessa condição,
a força exercida nas paredes arteriais não possui o nível básico exigido para
sustentar a circulação e nutrir os tecidos.
Para lidar
com esse cenário deficitário, o corpo entra em estado de alerta orgânico e
aciona mecanismos primários de sobrevivência. O coração acelera os batimentos
na tentativa fisiológica de reverter a falha vascular e bombear o sangue com
maior velocidade. Se a estrutura falhar na estabilização, os sintomas aparecem
rapidamente.
QUAIS SÃO AS CAUSAS DE QUEDA DE PRESSÃO MAIS COMUNS NO DIA A DIA?
O jejum
prolongado, a desidratação e as mudanças bruscas de postura ao levantar são as
causas mais comuns de queda de pressão no dia a dia. Manter o corpo hidratado é indispensável para
proteger as veias e evitar que o volume de sangue nas artérias diminua
drasticamente.
Influências
ambientais e o uso de substâncias químicas também afetam a constrição venosa de
forma silenciosa e agressiva. Entre as fontes secundárias que mais provocam o
problema e exigem vigilância constante ao longo da semana produtiva,
destacam-se:
●
exposição frequente e direta ao calor excessivo;
●
picos de emoções abruptas e estresse agudo intenso;
●
ingestão contínua de remédios prescritos para
hipertensão;
●
uso de tratamentos com fórmulas diuréticas e
antidepressivos;
●
utilização de medicação restritiva focada em promover o
emagrecimento.
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINAIS DE PRESSÃO BAIXA?
Com a redução do fluxo de sangue
para o cérebro, é comum que a pessoa sinta tontura, visão turva, sensação de
“escurecimento” da visão e, em alguns casos, confusão mental. Também podem
surgir palidez, fraqueza, suor frio, sensação de desmaio e até perda momentânea
da consciência.
Como uma forma de compensar essa
queda na circulação, o organismo pode aumentar a frequência cardíaca, causando
a sensação de coração acelerado, também conhecida como taquicardia.
EXISTE DIFERENÇA ENTRE EPISÓDIOS PONTUAIS DE PRESSÃO BAIXA E CONDIÇÃO RECORRENTE?
Sim, existe diferença entre
episódios pontuais e quedas de pressão recorrentes. Quando acontece de forma
isolada, a queda de pressão costuma estar relacionada a situações do dia a dia,
como calor intenso, jejum prolongado, desidratação, mudanças bruscas de posição
ou esforço físico.
Já quando os episódios são
frequentes, é importante investigar a causa com orientação profissional. Nesses
casos, a queda de pressão pode estar associada a algum problema de saúde ou, em
pessoas que usam medicamentos de forma contínua, indicar a necessidade de
avaliação e possível ajuste da dose pelo médico.
QUAIS SÃO OS CONSIDERADOS GRUPOS DE RISCO PARA QUEDA DE PRESSÃO?
Segundo
Marina, idosos, gestantes e mulheres em período menstrual têm risco maior de
sofrer com a queda de pressão, bem como pacientes que fazem uso de determinadas
medicações ou que apresentem condições específicas de saúde.
QUEDA DE PRESSÃO É PERIGOSO PARA A SAÚDE? QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS RISCOS?
Em geral, episódios leves e
esporádicos de queda de pressão não costumam representar perigo. No entanto,
quando a pressão cai de forma intensa ou frequente, é importante ter atenção,
pois a situação pode trazer riscos à saúde e à segurança.
Um dos principais cuidados está
relacionado ao desmaio, que aumenta o risco de quedas, fraturas e acidentes,
especialmente em situações como dirigir, subir escadas ou operar equipamentos.
Em casos mais graves, a queda de pressão pode indicar uma emergência médica e
exige atendimento imediato.
O QUE DEVE SER FEITO AO PERCEBER OS SINAIS DE QUEDA DE PRESSÃO?
O mais importante é deitar a pessoa
rapidamente em um local plano e seguro, mantendo as pernas elevadas acima da
linha do coração. Essa posição ajuda o sangue a circular melhor em direção ao
cérebro e pode aliviar sintomas como tontura, fraqueza e sensação de desmaio.
Em seguida, procure deixar a pessoa
em um ambiente fresco e arejado, além de afrouxar roupas apertadas que possam
dificultar a respiração ou causar desconforto. Se ela estiver acordada,
orientada e conseguindo engolir normalmente, ofereça pequenos goles de água ou
suco.
Caso haja desmaio prolongado, queda
com impacto, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental
persistente ou demora para melhora dos sintomas, é fundamental chamar
atendimento médico imediatamente.
EM QUAIS SITUAÇÕES A QUEDA DE PRESSÃO PODE INDICAR ALGO MAIS SÉRIO, EXIGINDO ATENDIMENTO MÉDICO?
A queda de pressão merece atenção
médica quando vem acompanhada de sinais de alerta, como desmaios frequentes ou
sem causa aparente, dor no peito, falta de ar, confusão mental ou sintomas
intensos que não melhoram com repouso e hidratação.
Também é importante buscar avaliação
profissional quando a queda de pressão acontece após sangramentos, quadros de
desidratação importante ou início de novos medicamentos. Nessas situações, o
episódio pode estar relacionado a condições de saúde que exigem investigação e
cuidado adequado.
QUE HÁBITOS PODEM AJUDAR A EVITAR A QUEDA DE PRESSÃO?
Evitar longos períodos sem se
alimentar e manter uma rotina com horários mais regulares para as refeições são
cuidados importantes para prevenir episódios de queda de pressão. Uma alimentação saudável ajuda a fornecer energia
ao organismo e contribui para o bom funcionamento do corpo ao longo do dia.
Também é recomendado evitar
ambientes muito quentes ou abafados, além de não permanecer muito tempo em pé e
parado. Levantar-se devagar da cama ou da cadeira é outro hábito simples que
pode ajudar o sistema circulatório a se adaptar melhor à mudança de posição,
reduzindo o risco de tontura e mal-estar.
Cuidar da pressão também passa por escolhas diárias de autocuidado, como manter boa hidratação, respeitar os sinais do corpo e adotar hábitos mais saudáveis. Para seguir nesse caminho, baixe o nosso guia do autocuidado e confira dicas práticas para manter a saúde física e mental em dia