A
incontinência urinária é uma condição que afeta a qualidade de vida, mas muitas
pessoas não buscam ajuda médica por acreditarem que é parte do envelhecimento.
Embora seja
mais comum entre mulheres e idosos, o problema pode ocorrer em diferentes
faixas etárias e por diversos motivos e demanda a atenção.
A seguir,
vamos esclarecer o que é incontinência urinária, quais são as causas dos
escapes de urina, como é o tratamento e quando procurar avaliação médica.
O QUE É INCONTINÊNCIA URINÁRIA?
A
incontinência urinária é a perda involuntária de urina. Trata-se de uma
condição que pode ocorrer em diferentes intensidades e afetar pessoas de todas
as idades. No entanto, é mais comum em mulheres e idosos.
Esse problema
acontece quando há dificuldade em controlar a bexiga, resultando em escapes de
urina durante atividades cotidianas, como tossir, espirrar, rir, praticar exercícios físicos. Também é comum que a
incontinência se manifeste após uma vontade súbita e intensa de urinar.
Mais do que
um simples desconforto, a incontinência pode impactar a qualidade de vida,
interferindo na rotina, na autoestima e no convívio social.
QUAIS SÃO AS CAUSAS MAIS COMUNS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA?
Existem
múltiplos fatores que podem causar incontinência como a gravidez, excesso de
peso, envelhecimento e fraqueza dos músculos do assoalho pélvico. Entenda os
detalhes:
FRAQUEZA DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO
O
enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico é uma das principais causas de
incontinência urinária, especialmente entre as mulheres. Esses músculos têm a
função de sustentar órgãos como a bexiga, o útero e o intestino, além de
auxiliar no fechamento da uretra.
Quando os
músculos perdem força, a sustentação da bexiga fica comprometida, favorecendo
escapes de urina durante esforços como tossir, espirrar, rir ou levantar peso.
ENVELHECIMENTO
Com o avanço
da idade, a musculatura da bexiga e do assoalho pélvico tendem a perder força.
Ao mesmo tempo, a capacidade de armazenamento da bexiga pode diminuir.
Outro fator
trazido pelo envelhecimento são as alterações hormonais que também impactam a
saúde urinária. Mulheres idosas apresentam quadros mais frequentes de infecções urinárias, por exemplo.
O surgimento
de doenças crônicas também contribui para o aumento do risco de incontinência
urinária em pessoas idosas.
GRAVIDEZ E PARTO
Durante a
gravidez, o aumento do peso do bebê exerce pressão constante sobre a bexiga e
os músculos pélvicos. Já o parto vaginal pode provocar estiramento ou lesões
nessas estruturas, reduzindo sua capacidade de sustentar adequadamente a
uretra.
Como
consequência, algumas mulheres desenvolvem incontinência urinária durante a
gestação ou após o nascimento do bebê.
A
fisioterapia pélvica é extremamente importante como prevenção durante a gravidez, visando evitar o quadro de
incontinência.
EXCESSO DE PESO
O sobrepeso e
a obesidade aumentam a pressão exercida sobre a bexiga e a região pélvica. Esse
esforço contínuo pode enfraquecer os músculos responsáveis pela continência
urinária e favorecer perdas involuntárias de urina.
ALTERAÇÕES NEUROLÓGICAS
Condições
como acidente vascular cerebral (AVC), doença de Parkinson, esclerose múltipla
e lesões medulares podem comprometer o controle da micção, causando urgência
urinária, dificuldade para esvaziar a bexiga ou perdas involuntárias de urina.
AUMENTO DA PRÓSTATA
Nos homens, o
crescimento da próstata, condição conhecida como hiperplasia prostática
benigna, é uma causa frequente de alterações urinárias.
O aumento da
glândula pode comprimir a uretra e dificultar a passagem da urina, provocando
sintomas como jato urinário fraco, sensação de esvaziamento incompleto da
bexiga e episódios de incontinência urinária.
USO DE MEDICAMENTOS
Alguns
medicamentos podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento da
incontinência urinária. Diuréticos, por exemplo, aumentam a produção de urina,
enquanto determinados antidepressivos, sedativos e medicamentos para pressão
arterial podem interferir no funcionamento da bexiga ou dos músculos
responsáveis pelo controle urinário.
Nesses casos,
é importante conversar com o médico sobre os sintomas para que o ajuste na
medicação possa ser realizado.
QUAIS SÃO OS TIPOS MAIS COMUNS DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA?
O mais comum
é a incontinência de esforço, que gera perda de urina ao tossir, rir ou fazer
esforço físico. Seguido dos quadros de incontinência de urgência, em que há uma
vontade súbita de urinar.
Todavia,
existem quadros mistos, em que o paciente tem mais de um tipo de incontinência
ao mesmo tempo.
COMO É O TRATAMENTO PARA INCONTINÊNCIA URINÁRIA?
O tratamento
depende da condição de cada paciente, que poderá se submeter a prática de
exercícios para o assoalho pélvico, treinamento da bexiga e mudanças de hábitos.
Em alguns
casos o médico recomenda uso de medicação, dispositivos ou até procedimentos
cirúrgicos para a correção.
QUANDO PROCURAR AVALIAÇÃO MÉDICA?
Nos casos em
que se tem sintomas frequentes ou que atrapalham a rotina, é recomendado
procurar auxílio médico. Assim como aqueles pacientes que apresentam piora
progressiva da condição ou dificuldade para controlar a urina.
É importante
que o paciente se observe, com o intuito de auxiliar o médico a identificar
qual é o tipo de incontinência apresentada. Dessa forma, é possível definir o
melhor cuidado.
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