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Mês de conscientização do câncer de próstata: saiba mais sobre a campanha e como prevenir

Viver com Saúde

Mês de conscientização do câncer de próstata: saiba mais sobre a campanha e como prevenir

Um homem a cada 38 minutos. Essa é a frequência de óbitos decorrentes do câncer de próstata, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar de alarmante, não queremos assustar ninguém com a informação. O nosso objetivo é deixar um alerta sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce — e é aí que entra a campanha de conscientização do câncer de próstata, que acontece em novembro.

O penúltimo mês do ano é dedicado a campanhas de conscientização para quebrar tabus a respeito da saúde masculina. O câncer de próstata ganha destaque nesse contexto porque, quando identificado no início, as chances de cura podem chegar a 90%.

Aliás, apesar de atingir apenas homens, as mulheres têm papel fundamental na conscientização da saúde do pai, marido, irmão e amigos, viu?

Interessou-se sobre o assunto e quer entender mais sobre o mês de conscientização do câncer de próstata? Explicamos tudo neste artigo. Confira!

O que é mês de conscientização do câncer de próstata?

Trata-se de uma campanha de incentivo à prevenção ao câncer de próstata, que acontece anualmente em novembro. Nesse contexto, são realizadas várias ações de conscientização e disseminação de informação úteis para quebrar tabus e promover a saúde masculina.

Origem do mês de conscientização do câncer de próstata

A título de curiosidade, a primeira campanha foi realizada em 2003, na Austrália. O objetivo era o mesmo: chamar a atenção para a prevenção de doenças que atingem os homens, como câncer de próstata.

Tudo começou quando dois amigos decidiram deixar o bigode crescer e associar a ação à conscientização sobre a saúde masculina. O mês de novembro foi escolhido porque o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata é celebrado no dia 17 do mesmo mês.

Em 2004, a ação ganhou novos rumos com a Movember Foundation — fundação responsável por angariar recursos para o combate ao câncer de próstata. Aliás, movember vem da junção de duas palavras em inglês: moustache (bigode) e november (novembro).

Nos anos seguintes, o movimento foi nomeado como No-Shave November (em português, Novembro Sem Barbear.) Nesse contexto, até mesmo as mulheres entravam na onda com bigodes falsos e roupas azuis para apoiar a campanha.

No Brasil, a iniciativa só chegou em 2008. De toda forma, o objetivo é o mesmo: incentivar a atenção à saúde masculina e conscientizar sobre a prevenção do câncer de próstata.

Importância da campanha de conscientização do câncer de próstata

De acordo com estimativas do INCA, 65.840 homens são diagnosticados com câncer de próstata todos os anos. Na prática, isso significa que a cada 100 mil indivíduos do sexo masculino, 62,95 sofrerão com a doença. A estatística de morte é ainda mais alarmante: a cada 41 homens, um morrerá vítima de câncer de próstata.

Esse dado é preocupante principalmente porque é uma doença tratável. É por isso que o mês de conscientização do câncer de próstata, que acontece em novembro, é tão importante. Afinal, o período é dedicado à divulgação de informações sobre os exames preventivos para reduzir os índices de mortalidade da doença.

Aliás, muitos homens têm uma certa dificuldade de admitir dor e querem demonstrar força o tempo todo. Então, quando buscam acompanhamento médico, é porque a coisa está séria. No entanto, não deveria ser assim.

Nesse contexto, apesar do foco na saúde masculina, as mulheres ocupam papel fundamental nesse momento. Isso porque, muitas vezes, os homens só vão ao médico por insistência delas. É por isso que a participação de todos é muito importante no período.

O que é câncer de próstata?

Já falamos tanto em câncer de próstata, mas ainda não esclarecemos que doença é essa, não é mesmo? Mas calma que já vamos explicar de forma bem simplificada.

Para facilitar o entendimento, vamos por partes. Em primeiro lugar, a próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino. Sua principal função é produzir um líquido alcalino — o líquido prostático — que se junta ao esperma durante a ejaculação. O ingrediente é responsável por proteger e nutrir os espermatozoides, além de neutralizar a acidez do canal vaginal.

Essa glândula fica entre o pênis e o reto, abaixo da bexiga. Já o tamanho depende da idade. A próstata de um adulto saudável, por exemplo, tem o tamanho médio de uma noz e chega a pesar até 30 gramas. A partir dos 40 anos, é comum que essa glândula cresça um pouco, sem que isso signifique problemas de saúde.

Já o câncer nada mais é que uma mutação genética. Em outras palavras, “células do mal” crescem e se multiplicam de forma desordenada até formar um tumor. Quando esse tumor se desenvolve na próstata, chamamos de câncer de próstata.

Nesse contexto, a glândula do sistema reprodutor masculino aumenta e pode comprimir a uretra — canal que transporta o xixi e o sêmen para fora do corpo. Daí, é comum perceber sintomas como:

        mudanças no fluxo e frequência urinária;

        dor ao fazer xixi;

        sangue na urina e no esperma;

        dificuldades de ter e manter uma ereção;

        dores nos ossos, principalmente na região das costas.

A grande questão é que, de modo geral, o câncer de próstata é silencioso. O homem pode passar anos com o tumor na região sem sentir nenhum sintoma. Muitas vezes, os primeiros sinais só aparecem quando a doença já está em fase avançada, o que torna o tratamento mais agressivo e reduz as chances de cura.

Devido a isso, o câncer de próstata é uma das principais causas de mortes entre homens, perdendo apenas para o câncer de pele. Por isso é tão importante pensar em prevenção e diagnóstico precoce.

Quem pode ter câncer de próstata?

Conforme já mencionamos ali em cima, a próstata é um glândula que só os homens têm, pois fazer parte do sistema reprodutor masculino. Na prática, isso quer dizer que todos os homens estão suscetíveis á doença

No entanto, existem alguns fatores de risco que aumentam a probabilidade de incidência. Vale lembrar que existem características de origem genética — como idade, hereditariedade e etnia — que não tem para onde correr.

Por outro lado, existem fatores relacionados ao estilo de vida, como alimentação, obesidade e sedentarismo. Nesses casos, vale fazer mudanças nos hábitos para se prevenir, combinado?

A seguir, vamos explicar melhor quais são os perfis mais propensos a ter câncer de próstata.

Homens com mais de 50 anos

São raros os casos de câncer de próstata em homens com menos de 40 anos. Na prática, a recomendação dos urologistas é fazer exames preventivos a partir dos 50 anos.

Por outro lado, à medida que a idade avança, as chances de ser diagnosticado também aumentam. De acordo com o INCA, cerca de 75% dos casos estão entre homens com mais de 65 anos.

Com histórico de câncer na família

Lembra que falamos que o câncer é uma mutação genética? Pois bem, esses genes mutáveis podem passar de geração em geração. Mas isso não significa que uma pessoa que tem câncer na família vai, necessariamente, herdar a doença, viu? Na realidade, a hereditariedade indica uma predisposição genética para o desenvolvimento da patologia.

Nesse contexto, a recomendação é que homens com histórico de câncer na família comecem a fazer exames preventivos a partir dos 40 anos.

Obesos

A obesidade é fator de risco relacionado ao estilo de vida e contribui para o desenvolvimento de várias doenças e tipos de câncer, inclusive o de próstata. Afinal, um indivíduo bem acima do peso tem excesso de células de gordura e uma série de disfunções hormonais e metabólicas, que podem desencadear a doença.

Além do mais, de acordo com um estudo apresentado no Congresso Europeu de Obesidade, homens obesos têm maiores chances de desenvolver câncer de próstata mais agressivo. Sendo assim, o risco de morte é maior.

Ainda segundo dados da pesquisa, um aumento de cinco pontos no Índice de Massa Corporal (IMC), por exemplo, eleva em 10% o risco de morte por câncer de próstata. O aumento na fatalidade também foi relacionado com a circunferência da cintura, relação cintura/quadril e percentual de gordura corporal.

Sedentários

A prática de exercícios físicos oferece diversos benefícios para a saúde e para o bem-estar. Afinal, essas atividades atuam no equilíbrio dos níveis de insulina e glicose no sangue, na regulação hormonal, na aceleração do metabolismo, no melhoramento do trânsito gastrointestinal e no fortalecimento das defesas do corpo.

Aliás, assim como a falta de uma orientação nutricional adequada, o sedentarismo é uma das causas da obesidade. Sendo assim, é um dos fatores de risco para o câncer de próstata.

Fumantes

O tabagismo não afeta a incidência do câncer em si, mas aumenta o risco de morte e de reincidência. De modo geral, quem fuma costuma apresentar formas mais agressivas da doença. Mesmo quando o tratamento é bem-sucedido, há maiores chances de o tumor voltar em fumantes.

Como é feito o diagnóstico do câncer de próstata?

O câncer de próstata só é diagnosticado por meio de uma biópsia. Durante o procedimento, são retirados fragmentos da área afetada para investigação mais aprofundada. Se forem identificadas células cancerosas no tecido, o câncer é constatado.

No entanto, esse exame só é feito se o médico identificar anormalidades no toque retal e PSA. A seguir, vamos explicar melhor os exames envolvidos para o diagnóstico do câncer de próstata.

Toque retal

O toque retal é um exame clínico para identificar alterações iniciais na próstata. Apesar de ser bastante simples, ainda é um tabu e muitos homens se recusam a passar pelo procedimento. Isso dificulta o diagnóstico precoce e pode agravar a doença.

Sendo assim, é importante desmistificar o exame. Afinal de contas, o procedimento é indolor, não precisa de preparação e dura cerca de 10 segundos.

Funciona mais ou menos assim: o paciente se deita de lado e o médico insere o dedo indicador no ânus — usando luva e lubrificante — para identificar possíveis alterações na próstata. Por exemplo: aumento de tamanho, mudanças no formato, presença de nódulos, enrijecimento, entre outros.

Se tudo estiver nos conformes, não será necessário fazer exames mais invasivos, como biópsia e ultrassom transretal. Vamos explicar melhor os procedimentos daqui a pouco, combinado?

Antígeno Prostático Específico (PSA)

Assim como o exame de toque retal, o PSA faz parte do protocolo preventivo. Isto é, a partir dos 50 anos — ou 40 para o grupo de risco — é importante incluí-los nos exames periódicos para identificar quaisquer alterações na próstata.

Agora, vamos explicar o que significa PSA. A sigla vem do termo em inglês “Prostatic Specific Antigen” — em português, Antígeno Prostático Específico. Na prática, é um exame de sangue que mede a dosagem de PSA.

A título de esclarecimento, esse antígeno nada mais é do que uma proteína produzida naturalmente pela próstata. A dosagem no organismo varia conforme a idade de cada homem.

De toda forma, as células de câncer também produzem essa substância, mas de forma desordenada. Sendo assim, uma alta dose de PSA pode ser um indicativo de várias doenças na próstata, inclusive o câncer.

No entanto, diferentemente do toque retal, que não exige preparação alguma, a coleta de sangue para medir a dosagem de PSA tem algumas especificidades, como:

        não ter relações sexuais ou ejaculação nas últimas 48 horas. Lembra que falamos que a próstata produz um líquido que compõe o sêmen? Pois bem, durante as relações sexuais e ejaculação, a próstata precisa trabalhar, e qualquer tipo de estímulo na região pode interferir no resultado do exame. Aliás, as próximas orientações também seguem a mesma lógica;

        não andar de bicicleta, moto ou a cavalo nas últimas 48 horas;

        não usar supositório, fazer sondagem retal ou exame de toque retal nos últimos 4 dias;

        não ingerir bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;

        fazer jejum de, no mínimo, quatro horas.

Ultrassom transretal

De modo geral, esse exame só é recomendado quando são identificadas alterações significativas nos procedimentos anteriores. Além disso, o recurso é usado para orientar a biópsia.

Nesse contexto, é inserida uma sonda no reto para registrar imagens da glândula prostática. Dessa forma, é possível avaliar melhor o tamanho, formato e qualquer anormalidade na região.

Vale ressaltar que o exame exige uma preparação prévia. Por exemplo: tomar medicamentos recomendados pelo médico para diminuir o fluxo de sangue e laxantes para esvaziar o cólon e o reto. O procedimento dura cerca de 30 minutos.

Biópsia

Como já explicamos brevemente, a biópsia é o exame que retira fragmentos da próstata para serem examinados em laboratório. O objetivo do procedimento é identificar a presença de células cancerígenas.

O exame é mais doloroso que os demais porque faz uma microlesão na próstata. Afinal, a biópsia é feita com o auxílio de uma sonda — aquela mesma do ultrassom transretal — com uma agulha na ponta para coletar um pedaço da glândula.

É por isso que o procedimento é realizado com anestesia local. Então, no dia do exame, é importante levar um acompanhante para assumir o volante na volta.

A preparação inclui abstinência sexual — incluindo masturbação — por 48 horas, jejum de 8 horas, limpeza do intestino e alguns medicamentos prescritos pelo médico. Alguns antibióticos também podem ser receitados para usar após o exame.

Além disso, é normal perceber algumas mudanças no organismo alguns dias após o procedimento, como sangue na urina, nas fezes e até no esperma. Em todo caso, é importante manter o médico informado de qualquer sintoma.

Como participar da campanha de conscientização do câncer de próstata?

O mês de novembro é dedicado à ações de conscientização com o objetivo de chamar a atenção para a saúde do homem.

Na ocasião, governo, organizações não governamentais, instituições de apoio e de saúde pública e privada apostam em ações de incentivo ao autocuidado com palestras educativas, testes, consultas, exames, atualização do cartão de vacinação e por aí vai.

Até mesmo empresas privadas participam, com ações para promover o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho.

Então, para aderir ao movimento, basta se informar mais sobre o assunto e fazer os exames preventivos. As mulheres também podem entrar na onda ao conversar com o pai, irmãos, filhos, marido e todos os homens próximos sobre a importância de cuidar da saúde masculina.

Nesse contexto, vale falar também sobre prevenção. Sabemos que contra os fatores de risco genético — como idade, hereditariedade e etnia — não dá para fazer muita coisa, a não ser o acompanhamento periódico.

Agora, quando o assunto é estilo de vida, existem diversas medidas para serem tomadas para evitar o câncer de próstata. Por exemplo:

        controlar o peso e ficar de olho no IMC, circunferência abdominal e percentual de gordura corporal;

         investir em uma dieta balanceada com alimentos que aumentam a imunidade;

         fazer atividades físicas regularmente, como natação, corrida, yoga ou qualquer esporte que proporcione prazer;

        não fumar.

Como a Unimed Campinas pode ajudar no combate ao câncer de próstata?

O objetivo da Unimed Campinas é cuidar de pessoas. Sendo assim, temos o compromisso de promover saúde e bem-estar a nossos clientes e beneficiários por meio de diversos serviços, como atendimento médico humanizado, clínicas de imagem, laboratórios, hospitais próprios, entre outros.

A regra também vale para os cuidados com a saúde masculina. A seguir, vamos listar algumas de nossas soluções que ajudam no combate ao câncer de próstata.

Urologistas cooperados

A urologia é a especialidade médica responsável por cuidar dos rins, bexiga, uretra e o órgão reprodutor masculino — do qual a próstata faz parte. Sendo assim, o profissional mais indicado para fazer exames preventivos é o urologista.

Então, homens com mais de 50 anos têm acesso a diversos especialistas nas instalações próprias e na rede credenciada da Unimed Campinas para fazer consultas anuais. O médico vai aconselhar a respeito dos exames necessários conforme o histórico clínico de cada homem.

Exames preventivos e de diagnóstico

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — agência responsável por regular planos de saúde e cooperativas médicas — prevê a cobertura mínima obrigatória de dois exames fundamentais para detectar precocemente o câncer de próstata: o toque retal e o PSA. Obedecendo a esse critério, clientes e beneficiários da Unimed Campinas têm acesso aos procedimentos.

Além disso, temos o serviço de Medicina Diagnóstica para fazer exames de imagem e biópsias, inclusive a biópsia de próstata com anestesia.


Centro de Quimioterapia Ambulatorial (CQA) Unimed Campinas

Existem diversas formas de minimizar os riscos de incidência de câncer de próstata. No entanto, mesmo com todos os cuidados, os riscos não são reduzidos a zero.

A Unimed Campinas dispõe de um Centro de Quimioterapia para pacientes e beneficiários em tratamento do câncer. Os cuidados incluem consultas médicas, tratamento quimioterápico e acompanhamento com equipe multidisciplinar, que inclui nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, profissionais de educação física e enfermeiros. Tudo para acolher e acompanhar pacientes e beneficiários de forma humanizada.

O mês de conscientização do câncer de próstata acontece em novembro e nada mais é do que uma campanha em prol da saúde masculina e a prevenção ao câncer de próstata. Lembre-se de que é melhor prevenir do que remediar, viu? De toda forma, é fundamental contar com suporte de uma equipe médica e laboratorial especializada para consultas, exames e tratamentos adequados.

Que tal conhecer uma ação de conscientização bem legal de prevenção ao câncer de próstata? Confira aqui a Campanha de Conscientização do Câncer de Próstata Unimed Campinas e veja como promover a atenção à saúde masculina!

Conteúdo revisado pelo Conselho Técnico da Unimed Campinas.


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