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O que é orientação nutricional e quem pode fazer? Entenda aqui

O que é orientação nutricional e quem pode fazer? Entenda aqui

A alimentação é um fator essencial para nossa saúde e bem-estar, pois sustenta o nosso organismo para que ele funcione corretamente. Uma boa alimentação nos dá energia para desempenhar as atividades diárias e reforça a nossa imunidade, diminuindo a frequência com que ficamos doentes e suavizando a intensidade e a duração dos sintomas caso isso aconteça.

É necessário planejar uma alimentação balanceada para prover as quantidades necessárias de proteínas, carboidratos, gordura, vitaminas e minerais, melhorando a qualidade de vida. Para garantir esses benefícios, é fundamental ter a orientação nutricional de um profissional. Você sabe como isso funciona? Continue a leitura e entenda como ter uma vida mais saudável.

O que é orientação nutricional?

A orientação nutricional é um processo pelo qual os pacientes são auxiliados a selecionar e implementar comportamentos desejáveis de nutrição e estilo de vida. O método também pode ser chamado de educação ou aconselhamento nutricional, sempre realizado por um profissional

Por exemplo: uma pessoa com sobrepeso, que recorre à ajuda médica, é orientada a adquirir hábitos alimentares mais saudáveis e seguir uma dieta com alimentos menos calóricos. No caso de alguém que tem hipertensão, as orientações sobre a importância de evitar o consumo de alimentos ricos em sódio são essenciais, além dos incentivos a praticar atividades físicas.

A orientação nutricional deve mudar a cada consulta, com base no acompanhamento do paciente. Tanto as alterações do estado de saúde quanto a adesão das prescrições e mudanças de comportamento indicadas são analisadas para a elaboração da nova orientação.

Qual é a diferença de orientação nutricional para conduta nutricional?

A orientação nutricional é mais abrangente, pois envolve outros temas além da alimentação — como atividades físicas e hábitos saudáveis. É um conjunto de ações que devem ser tomadas para que o paciente realize a jornada que o levará aos objetivos traçados no início do tratamento.

A conduta nutricional é mais específica. Ela é baseada no estado de saúde atual do indivíduo, buscando soluções alimentares para melhorar a saúde e a qualidade de vida. Para que isso aconteça, o nutricionista avalia o perfil bioquímico e alimentar, o histórico familiar e os hábitos atuais do paciente, para a elaboração do plano alimentar.

Por exemplo: para um paciente com sobrepeso, a conduta nutricional pode eleger uma dieta hipocalórica. No caso de um paciente hipertenso, a conduta nutricional indicada pode ser uma dieta hipossódica. Nos dois casos, em uma orientação nutricional, serão acrescidos outros fatores que proporcionam melhor qualidade de vida.

Para quem a orientação nutricional é indicada?

A orientação nutricional é voltada para pacientes com doenças como obesidade, diabetes, hipertensão, doença renal, câncer, colesterol elevado, gastrite e outras condições relacionadas à má alimentação, mas também pode ser aplicada em quem deseja ter um estilo de vida mais saudável e com melhores hábitos.

O tratamento que envolve a orientação nutricional permite que o paciente desenvolva hábitos alimentares que reduzem e/ou previnem a incidência dessas doenças, proporcionando uma vida mais saudável.

Quais são as vantagens da orientação nutricional?

O principal objetivo da orientação nutricional é promover a saúde e o bem-estar do paciente. Para que isso aconteça, é realizada uma anamnese, seguida de diagnóstico, prescrição de tratamento e acompanhamento.

Como cada indivíduo tem um organismo diferente, as soluções são voltadas para as particularidades de cada paciente. De forma geral, com uma orientação nutricional, é possível melhorar as taxas de glicemia, de proteínas séricas e evitar ou diminuir o inchaço provocado pelo acúmulo de líquidos, sobrepeso e doenças.

Qual profissional pode fazer a orientação nutricional?

A alimentação é um tema abordado por diferentes profissionais, como nutricionistas, endocrinologistas e nutrólogos. Essas especialidades têm procedimentos e abordagens diferentes.

O nutricionista é um profissional da saúde graduado em nutrição. Como já citado anteriormente, ele realiza a conduta nutricional, faz orientações acerca do equilíbrio entre nutrientes e calorias, e indica suplementações, quando necessário.

O plano alimentar é um dos principais procedimentos indicados pelo nutricionista. Esse plano consiste em uma dieta individualizada, voltada para as necessidades e especificidades do paciente. Um ponto que merece destaque é que o nutricionista não pode solicitar a realização de exames.

Assim, a consulta com este profissional é indicada para pessoas que que não têm nenhuma doença, alteração em exames ou queixas graves, mas que estão em busca de melhor qualidade de vida e desejam seguir uma alimentação mais saudável e balanceada.

O endocrinologista, por sua vez, é um médico especialista em alterações e desequilíbrios hormonais e metabólicos. A consulta com este profissional é indicada em casos em que há alterações em exames de hormônio, queixas relacionadas ao metabolismo — que pode ser lento ou acelerado —, ou ainda quando há existência de doenças hormonais de origem genética, como tireoide, entre outras situações.

Esse profissional pode solicitar exames e prescrever medicamentos. Em alguns casos, o trabalho do endocrinologista pode ser complementado pelo trabalho do nutricionista. Em casos mais simples, o nutricionista é o suficiente.

Já nutrólogo é o profissional formado em medicina, com especialização em nutrologia. Como seu campo de atuação é mais abrangente, ele tem condições de avaliar a saúde do paciente como um todo. O profissional tem habilitação para solicitar exames é capaz de relacionar problemas nutricionais com outras doenças ou sintomas.

Como melhorar a alimentação?

Além de contar com uma orientação nutricional, você também pode adotar hábitos mais saudáveis. Existem itens que devem ser evitados e outros que são bem-vindos. A descrição, a quantidade e a frequência de cada um devem ser prescritas por um profissional.

Para ficar mais claro, mostramos bons e maus exemplos para que você tenha conhecimento e peça ajuda ao seu especialista em saúde e alimentação. Conte com a orientação nutricional para saber quando e como consumir cada item.

Consumindo alimentos saudáveis que beneficiam o organismo

Existem alimentos acessíveis e capazes de melhorar o seu bem-estar, promovendo o equilíbrio da sua alimentação. É interessante saber quais são eles para conversar com o seu orientador nutricional e, juntos, definirem uma dieta balanceada e específica para o seu organismo.

Confira alguns exemplos:

        leite, ovos e derivados (queijo branco e iogurte);

        carnes magras (coxão duro e mole, peito e sobrecoxa de frango sem pele, lombo suíno, bisteca, merluza, tilápia, lagarto e linguado);

        cereais integrais (aveia em flocos ou farelo de aveia, arroz e macarrão integral, e farinha de trigo integral);

        grãos naturais (feijão, ervilha, lentilha, grão de bico, soja, linhaça, chia, girassol e gergelim);

        oleaginosas (castanhas e amendoim);

        azeite de oliva, abacate e abóbora;

        legumes e folhas (alface, tomate, beterraba, brócolis, couve, espinafre, couve-flor, acelga, agrião, cenoura, aipo e chicória);

        frutas (laranja, limão, tangerina, morango, acerola, abacaxi, goiaba, manga, mamão, maracujá etc.);

        temperos naturais (alecrim, manjericão, gengibre, tomilho, cebolinha, salsinha, açafrão e orégano);

        água (cerca de 2 litros por dia).

Evitando alimentos processados e ricos em açúcares e gorduras

Elaboramos uma lista de alimentos que devem ser evitados devido aos malefícios que causam ao organismo. Isso não significa que eles nunca devem ser consumidos, mas que, devido às características e informações nutricionais — contidas no rótulo —, não devem fazer parte da sua rotina.

Caso seja um consumo eventual ou com o acompanhamento profissional especializado, não há problemas. Saiba quais são esses alimentos:

        doces em geral (sorvetes, chocolates, balas, tortas e biscoitos recheados);

        carnes processadas (presunto, mortadela, salsicha, salame, linguiça e peito de peru defumado);

        carnes gordurosas (costela, fraldinha, cupim, carne seca ou carne do sol e bacon);

        enlatados (ervilha e milho verde);

        sucos em pó e refrigerantes;

        frituras e alimentos empanados;

        massas folhadas ou fritas;

        temperos industrializados.

Como incorporar hábitos saudáveis?

Sempre que possível, respeite os horários e as quantidades prescritas pelo seu orientador nutricional. Além disso, atente à ordem dos alimentos do seu cardápio, pois ela ajuda a reduzir a sensação de fome. Por exemplo: inicie com as fibras, como frutas e saladas, depois vá para os carboidratos e, por último, as proteínas. Uma dica: fracionar as refeições também ajuda a acelerar o metabolismo.

Dê preferência a óleos mais saudáveis e em pequena quantidade (no máximo, duas colheres de sopa ao dia). Bons exemplos são o azeite de oliva extra virgem e os óleos de girassol, milho, soja e canola. Além disso, prefira frutas inteiras, com casca e bagaço, pois elas aumentam o teor de fibras no seu organismo. Equilíbrio é tudo, então, use sal e açúcar com moderação.

Ao preparar as refeições, prefira as opções grelhadas ou cozidas, além de produtos lácteos desnatados ou semidesnatados de boa procedência. Quando estiver em confraternizações ou ocasiões especiais, escolha opções mais simples e evite o excesso de doces e salgados.

O mais importante: sempre que tiver dúvida, converse com o seu orientador nutricional. Ele é o profissional capacitado para avaliar os seus exames e o funcionamento do seu organismo. Com base nisso, ele pode incluir ou retirar itens da sua dieta, prezando sempre pela sua saúde e seu bem-estar.

Quando buscar ajuda médica especializada?

O cuidado com a saúde deve ser uma prioridade para todos, mas pessoas com predisposição ou que já têm alguma doença diagnosticada devem redobrar a atenção.

É fundamental contar com o acompanhamento médico especializado. Investir em um plano de saúde, por exemplo, significa reforçar a prevenção e ter mais segurança se algum sintoma diferente surgir.

Entre as vantagens de ter um plano de saúde estão a facilidade no agendamento de consultas, o acesso a diversas especialidades, a realização de exames e o atendimento de boa qualidade. Além disso, essa é uma forma de garantir tratamentos que exigem mais tempo.

Nos casos de orientação nutricional, por exemplo, é possível ter um tratamento conjunto com endocrinologistas, nutricionista e demais especialidades que forem necessárias. Além disso, os resultados dos exames ficam salvos no sistema e podem ser compartilhados entre todos esses profissionais, facilitando a sua vida e otimizando o seu tempo, além de garantir um atendimento integrado e direcionado.

Agora que você já entende o que é orientação nutricional e sabe da importância dela na prevenção e no tratamento de doenças, não deixe de priorizar a sua saúde. Caso sinta necessidade, procure ajuda profissional e dê início a uma nova fase na sua vida, com hábitos e alimentação mais saudáveis. Assim, você viverá mais feliz e, é claro, com melhor qualidade de vida.

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Conteúdo revisado pelo Conselho Técnico da Unimed Campinas

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